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Polícia Civil prende suspeitos de aplicar golpes usando nome e imagem de tenente-coronel do BOPE no Amapá

A Polícia Civil do Amapá prendeu, na manhã desta segunda-feira (31), dois suspeitos de envolvimento em um esquema de golpes praticados por celular e que utilizava o nome e a imagem de uma autoridade policial para intimidar vítimas. As prisões aconteceram no município de Cutias do Araguari, a cerca de [distância] de Macapá.

A ação foi realizada pela Delegacia Especializada em Crimes Contra o Patrimônio (DECCP), que cumpriu dois mandados de prisão preventiva contra um homem de 29 anos e uma mulher de 31 anos.

As investigações começaram depois que um tenente-coronel do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Amapá descobriu que criminosos estavam utilizando sua imagem e seu nome para exigir dinheiro de vítimas.

De acordo com o delegado Bruno Braz, titular da DECCP, a mulher presa teria utilizado ameaças graves e violência psicológica para obrigar duas vítimas a realizar transferências bancárias para uma conta pertencente ao homem preso. Os dois possuem relação de parentesco.

“Após o trabalho de investigação, os suspeitos foram identificados e presos, além de parte do dinheiro recuperado e devolvido à vítima”, explicou o delegado.

Durante as diligências, segundo a Polícia Civil, a mulher teria admitido aos investigadores que recebeu os valores e que pretendia repassá-los a um integrante de uma facção criminosa. Ela alegou, porém, que a conta bancária utilizada na movimentação do dinheiro acabou sendo bloqueada.

O homem preso, por sua vez, afirmou à polícia que teria apenas emprestado a conta bancária para receber e posteriormente repassar os valores. Segundo o delegado, ele admitiu ter ficado com uma comissão pela utilização da conta.

Investigação

A Polícia Civil informou que o esquema está sendo investigado e que os elementos reunidos durante a apuração apontam para a participação dos dois suspeitos na movimentação dos valores obtidos por meio das ameaças.

Os presos foram encaminhados para os procedimentos legais e deverão passar por audiência de custódia.

Eles são investigados pelos crimes de extorsão majorada, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros possíveis envolvidos no esquema e esclarecer a destinação dos valores obtidos das vítimas.

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