O deputado estadual Rodolfo Vale (Amapá) anunciou que vai acionar formalmente a Petrobras para cobrar esclarecimentos sobre os investimentos previstos para o estado no âmbito da exploração de petróleo na Margem Equatorial. A manifestação ocorre após declarações da presidente da estatal, Magda Chambriard, sobre a possibilidade de utilizar a estrutura de Belém (PA) como base de apoio logístico para as operações.
O parlamentar quer garantir que a utilização da infraestrutura paraense seja apenas uma medida operacional temporária e não comprometa a instalação de futuros empreendimentos e bases de apoio em território amapaense.
Entre as ações anunciadas na Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), o deputado vai protocolar um requerimento de informações para acompanhar os estudos da Petrobras sobre a infraestrutura local, além de propor a realização de uma audiência pública para debater o impacto econômico e logístico da atividade no estado.
Foco na geração de empregos e infraestrutura local
Para Rodolfo Vale, o debate vai além da logística de suprimentos da indústria petrolífera e envolve o desenvolvimento socioeconômico da região. O parlamentar defende que a exploração das reservas na costa amapaense traga retornos diretos em qualificação profissional, infraestrutura e geração de emprego e renda para a população local.
“Uma coisa é utilizar a estrutura que já existe em Belém. Outra é decidir onde serão feitos os grandes investimentos do futuro. E o Amapá precisa ser prioridade! O petróleo na nossa costa precisa gerar infraestrutura, empregos, qualificação e oportunidades para a nossa população”, declarou o deputado.

O parlamentar ressaltou que a cobrança ocorre em alinhamento com as articulações políticas conduzidas pelo governador Clécio Luís e pelo senador Davi Alcolumbre em favor da Margem Equatorial.
Fundo Soberano como garantia para o futuro
Como parte da estratégia para reter as riquezas do setor no estado, Rodolfo Vale destacou o projeto de lei de sua autoria, apresentado em 2025, que propõe a criação do Fundo Soberano do Amapá.
A proposta prevê que uma parcela das receitas futuras geradas pelos royalties e participações especiais do petróleo seja poupada e aplicada em investimentos estratégicos de longo prazo. O objetivo é diversificar a economia local, incentivar outros setores produtivos e assegurar um patrimônio financeiro para o estado após o ciclo de exaustão das reservas petrolíferas.
Com o pedido de informações à Petrobras e a convocação da audiência pública, a Assembleia Legislativa busca reforçar o protagonismo do Amapá nas decisões sobre os recursos da Margem Equatorial.















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