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Mulher é presa após envenenar, decapitar e esquartejar companheiro

Uma mulher identificada como Esther Pestana Cabral foi presa na noite desta terça-feira (20), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após confessar ter assassinado o companheiro, Edmilson Batista Vila Verde. Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), a vítima foi envenenada, decapitada e esquartejada. Partes do cadáver foram espalhadas e ocultadas em diferentes locais.

As investigações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) tiveram início após o próprio filho da autora encontrar parte do corpo da vítima dentro da residência do casal, no bairro Austin. O jovem acionou a Polícia Militar, que constatou a veracidade do fato e chamou os agentes da unidade especializada.

Nota fiscal de luvas ajudou a esclarecer o crime

Durante a perícia na residência da vítima, os policiais civis encontraram o tronco do corpo de Edmilson. No mesmo local, os agentes acharam uma nota fiscal referente à compra das luvas utilizadas no processo de decapitação e esquartejamento.

O documento permitiu que a equipe identificasse o estabelecimento comercial onde o item foi adquirido. Em diligência à farmácia, os investigadores confirmaram que Esther havia sido a responsável por comprar o material.

Enquanto uma parte da equipe analisava o comércio, outros agentes localizaram a cabeça e os membros de Edmilson escondidos no interior de seu próprio carro, que estava estacionado a cerca de 500 metros da casa onde morava.

Confissão e prisão

Esther foi conduzida à delegacia acompanhada de testemunhas para prestar depoimento. Inicialmente, a suspeita apresentou uma versão inconsistente e falsa sobre o desaparecimento do companheiro. Contudo, após ser confrontada com as evidências coletadas pelos investigadores, ela confessou ter cometido o assassinato.

Segundo a Polícia Civil, o homicídio foi praticado no dia 16 de outubro.

Após a confissão, Esther foi autuada em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver. A autoridade policial responsável pelo caso já representou junto à Justiça pela decretação da prisão temporária da investigada pelo crime de homicídio qualificado.

Até a publicação desta matéria, a motivação do crime ainda não havia sido divulgada pelas autoridades.

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