Crise na educação municipal de Macapá, 03 escolas da rede municipal anunciaram que não irão ter aulas nesta segunda feira 13/10, duas delas: Centro de Educação Carlos José Gomes da Silva e Centro Educacional Carmela Bonassi, devido os funcionários terceirizados da empresa L Correa que são responsáveis pelos serviços de apoio das escolas, estarem com mais de 02 meses com salários atrasados. O Centro de Educação Infantil O Pequeno Príncipe informou que não haverá aula por questões administrativas.
O SINSEPEAP emitiu uma nota sobre o descaso que a prefeitura de Macapá está demonstrando com as escolas e trabalhadores.
O descaso que suja as escolas e a dignidade dos trabalhadores.
Enquanto a prefeitura atrasa o pagamento das empresas terceirizadas responsáveis pela limpeza e alimentação escolar, quem paga essa conta são as escolas e seus trabalhadores.
Sem auxiliares de limpeza e cozinha, muitas unidades estão funcionando no improviso, com professores varrendo salas, lavando banheiros e limpando refeitórios.
Sim, professores, profissionais formados para ensinar, e não para substituir a omissão da administração pública.
Isso é desvio de função, é falta de respeito com a categoria, e sobretudo é reflexo do abandono da educação pública.
Enquanto as empresas terceirizadas não recebem, os funcionários ficam sem salário e as escolas mergulham em precariedade.
Quem sofre?
Os alunos, os educadores e toda a comunidade escolar.
Até quando a prefeitura vai fingir que não vê?
Até quando o compromisso com a educação será apenas discurso?
A crise não é apenas de pagamento, é de gestão, responsabilidade e humanidade.
Educação se faz com respeito, e respeito não combina com atraso, improviso e desvalorização.
















