Em busca de atendimento especializado e de qualidade, a pequena Isabele Barbosa, de apenas 6 anos, enfrenta uma longa jornada ao lado da mãe, Suelem Barbosa, de 36 anos. Moradoras da comunidade do Ariri, na zona rural de Macapá, elas percorrem mais de 30 quilômetros até a capital para dar continuidade ao tratamento odontológico no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO II).

Recém-inaugurada pelo Governo do Estado, a unidade já se tornou referência no atendimento em saúde bucal, principalmente para pacientes que necessitam de cuidados mais complexos. Mesmo com os desafios da distância, Suelem afirma que o esforço compensa.
“Vale a pena a distância, porque aqui ela recebe um atendimento que a gente não encontra perto de casa. Eu venho tranquila, porque sei que minha filha está sendo bem cuidada”, relata a mãe.
A rotina da família começa cedo e exige planejamento. Entre trechos de estrada e deslocamento até a cidade, a viagem demanda tempo e recursos. Ainda assim, a prioridade é garantir que Isabele tenha acesso ao tratamento adequado e acompanhamento contínuo com profissionais especializados.
A história de Suelem e Isabele reflete a realidade de muitas famílias que vivem em áreas rurais e ribeirinhas do estado. Para esse público, o acesso à saúde especializada ainda depende, muitas vezes, do deslocamento até centros urbanos.
No CEO II, equipes multiprofissionais realizam desde avaliações detalhadas até procedimentos odontológicos de maior complexidade, assegurando continuidade no cuidado. O acolhimento, segundo a mãe, é um diferencial importante.
“Eles explicam tudo com calma, tratam minha filha com carinho e acompanham cada etapa. A gente se sente respeitada, e isso faz toda diferença”, destaca.

A unidade atende pacientes encaminhados de diversas regiões do Amapá, inclusive de localidades mais distantes como o Ariri. A iniciativa faz parte da estratégia do Governo do Estado para ampliar o acesso à saúde especializada, reduzir desigualdades e garantir que crianças e adultos recebam atendimento digno, independentemente de onde vivem.
Histórias como a de Isabele mostram que, quando há acesso e qualidade no atendimento, a distância deixa de ser um obstáculo — e passa a ser apenas mais um caminho em direção ao cuidado e à dignidade.















