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Ciclo do Marabaixo 2026 começa neste sábado e celebra fé, tradição e cultura no Amapá

O Amapá já vive a expectativa para o início de uma de suas mais importantes manifestações culturais. O Ciclo do Marabaixo começa neste sábado, 4 de abril, e segue até o tradicional “Domingo do Senhor”, celebrado após o feriado de Corpus Christi, que em 2026 acontece no dia 7 de junho.

Com forte ligação religiosa, o ciclo acompanha o calendário da Igreja Católica e é marcado pelo culto ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade. Realizado com apoio do Governo do Estado, o evento reforça a identidade cultural e a fé do povo amapaense. Neste ano, o tema escolhido é “Encontro de Gerações e Saberes da Nossa Terra”, destacando a importância da preservação das tradições e da transmissão de conhecimentos entre diferentes gerações.

Período é marcado pela devoção ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade

Na capital Macapá, seis grupos culturais são responsáveis por conduzir os rituais. O som das caixas e o movimento das saias tomam conta de sete barracões tradicionais: Berço do Marabaixo, Raízes da Favela Dica Congó, Associação Zeca e Bibi Costa (Azebic), no bairro Santa Rita; Marabaixo do Pavão e Raimundo Ladislau, no Laguinho; além da União Folclórica de Campina Grande e Santíssima Trindade da Casa Grande, na zona rural.

A programação oficial inicia neste sábado de Aleluia, com o tradicional Marabaixo da Aceitação da Bandeira em diversos barracões, seguido de jantar comunitário e celebrações que avançam pela madrugada. No domingo de Páscoa, a tradição continua com o Marabaixo da Ressurreição de Cristo, reunindo comunidades nos barracões do Laguinho.

Ciclo do Marabaixo é o período que movimenta os seis grupos culturais participantes

Ao longo dos meses de abril, maio e início de junho, o calendário inclui momentos marcantes como o Marabaixo do Trabalhador, no dia 1º de maio; o Corte dos Mastros, realizado no Curiaú no dia 9; e o tradicional cortejo dos mastros pelas ruas dos bairros Laguinho e Favela, no dia 10 de maio.

Outro ponto alto do ciclo é a Quarta-Feira da Murta, no dia 13 de maio, quando os grupos realizam cortejos e celebrações que atravessam a madrugada, culminando na levantação dos mastros do Divino Espírito Santo. As ladainhas em louvor ao Divino e à Santíssima Trindade também marcam o período, reunindo fé e devoção nos barracões.

No dia 24 de maio, o Domingo do Divino Espírito Santo mobiliza diversas comunidades com missas, cortejos, jantares e rodas de Marabaixo que seguem até o amanhecer. Já no dia 31 de maio, o Domingo da Santíssima Trindade traz programação especial com missas, almoços comunitários e atividades culturais para crianças e famílias.

A reta final do ciclo acontece no início de junho, com destaque para a segunda edição da Corrida do Ciclo do Marabaixo, no dia 4, feriado de Corpus Christi. No dia 6, a tradição segue com a derrubada dos mastros e bailes de encerramento em alguns barracões.

Segunda edição da Corrida do Ciclo do Marabaixo acontecerá no dia 4 de junho

O encerramento oficial será no dia 7 de junho, o chamado Domingo do Senhor, quando ocorre o Marabaixo final, a derrubada dos mastros e a escolha dos festeiros do próximo ano, simbolizando a continuidade da tradição.

Mais do que uma programação cultural, o Ciclo do Marabaixo representa resistência, fé e identidade. É um momento em que comunidades inteiras se unem para celebrar suas raízes, mantendo viva uma das maiores expressões culturais do Amapá.

Gengibirra, bebida ritual servida a participantes e visitantes nas rodas de marabaixo
O rodar das saias aproxima diferentes gerações nas rodas de marabaixo

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