O governador do Amapá, Clécio Luís, acompanhou nesta segunda-feira (18) a situação das áreas atingidas pelas cheias da Bacia do Araguari, no município de Ferreira Gomes, e garantiu apoio integral às famílias afetadas. A visita foi realizada ao lado do prefeito Alessandro Brazão, com o objetivo de verificar de perto os impactos dos alagamentos e reforçar as ações emergenciais desenvolvidas pelo Governo do Estado em parceria com a prefeitura.
Atualmente, cerca de 200 famílias recebem assistência do poder público. Destas, seis famílias desalojadas estão abrigadas na Creche Municipal Sara Salomão. Outras aproximadamente 150 tiveram as residências invadidas pela água em diferentes níveis.

“Estamos aqui trabalhando em parceria, em tempo real, virando plantões para que nada do que seja necessário falte à população de Ferreira Gomes. A prefeitura e o Governo do Estado estão a postos. Embora algumas pessoas queiram distorcer os fatos, a verdade é que estivemos atentos desde o início, com toda a equipe mobilizada para atender a população e garantir que ninguém ficasse sem assistência”, afirmou o governador Clécio Luís.

No abrigo montado na creche municipal, os moradores recebem alimentação, colchões, dormitórios, kits de higiene pessoal e atendimento de primeiros socorros. A operação de assistência é coordenada pelas secretarias de Assistência Social do Estado e do município, com apoio da Defesa Civil.
O prefeito de Ferreira Gomes, Alessandro Brazão, destacou a atuação preventiva das equipes diante da elevação do nível do rio.
“A gente agradece à Defesa Civil do Estado, que esteve aqui desde o primeiro momento em que acionamos, e também ao governador, com quem mantivemos contato desde o início. Estamos acompanhando a situação junto às usinas para monitorar a vazão defluente e, por isso, conseguimos agir de forma preventiva”, ressaltou o prefeito.
Entre os moradores acolhidos está a doméstica Darlice Pantoja Barbosa, de 31 anos, mãe de três filhos. Ela precisou deixar a residência onde mora há mais de 12 anos, no bairro Matadouro, após a água invadir a área.
“Chegamos aqui e fomos bem acolhidos, não tenho do que reclamar. Sou muito agradecida a todas as outras secretarias que também estão envolvidas, na questão da alimentação, do atendimento médico. Muitas vezes, as pessoas frisam que o Estado não está de olho na gente, mas eles estão”, relatou.
Darlice lembra que já enfrentou situação semelhante durante a grande cheia registrada em 2015, quando perdeu todos os bens da família.
Situação segue sob monitoramento
Ainda pela manhã, antes de seguir para Ferreira Gomes, o governador esteve na sede da Defesa Civil do Estado, em Macapá, acompanhando em tempo real o monitoramento hidrológico da região.
Segundo o Governo do Amapá, os alagamentos foram provocados pela combinação de três fatores: o aumento expressivo das chuvas nas cabeceiras dos rios, a necessidade de ampliação da vazão dos reservatórios das hidrelétricas da região e a influência da maré lançante da lua nova, que dificulta o escoamento das águas.
Os registros apontam volumes superiores a 100 milímetros de chuva por dia em áreas das cabeceiras dos rios Araguari e Amapari. A situação mantém o cenário de atenção, principalmente devido à previsão de continuidade das chuvas nos próximos dias.
De acordo com o Estado, as hidrelétricas voltaram a ampliar a vazão dos reservatórios como medida preventiva para garantir maior controle do volume de água.
Defesa Civil fortalecida
O Governo do Amapá também destacou que a Defesa Civil estadual passou por mudanças estruturais na atual gestão. Antes vinculada ao Corpo de Bombeiros, o órgão foi transformado em secretaria autônoma, passando a contar com orçamento próprio, coordenação independente e maior capacidade operacional para atuar em ações preventivas e emergenciais em todo o estado.

















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