O talento, a dedicação e a força da educação pública amapaense ganharam destaque internacional. A estudante Ana Clara Rodrigues, de 17 anos, aluna da Escola Estadual Alexandre Vaz Tavares, em Macapá, protagonizou um momento histórico ao discursar na cerimônia de abertura da Genius Olympiad 2026, considerada a segunda maior feira estudantil de ciência do mundo, realizada nos Estados Unidos.
Representando não apenas o Amapá, mas todo o Brasil, a jovem pesquisadora emocionou participantes de diversos países ao destacar a importância da ciência, da criatividade e da perseverança na construção do conhecimento.

“É uma grande honra estar aqui. Este é um espaço dedicado à curiosidade, à criatividade e ao conhecimento. É muito emocionante para mim, como estudante do Brasil, representar o meu país. Quando estamos aqui, não representamos apenas nossa pesquisa, mas também toda a trajetória e os desafios enfrentados para chegar até este momento”, declarou Ana Clara durante a abertura do evento.
A estudante desenvolve, desde o ensino fundamental, uma pesquisa inovadora voltada à sustentabilidade ambiental. O projeto consiste na produção de um fertilizante orgânico a partir da carcaça do caranguejo-uçá, transformando resíduos que seriam descartados em uma alternativa sustentável para a agricultura.

A pesquisa faz parte do projeto “A Ciência que Eu Faço” e conta com a orientação do professor Aldeni Melo, também da rede pública estadual. O trabalho já conquistou reconhecimento em diversas feiras científicas nacionais e internacionais, incluindo apresentações em estados brasileiros, países da América Latina e na International Science and Engineering Fair (Isef), considerada a maior feira estudantil de ciência do planeta.
Agora, na Genius Olympiad 2026, Ana Clara apresenta seu projeto para avaliadores internacionais e concorre a bolsas de estudo em instituições estrangeiras, levando o nome do Amapá a um dos mais importantes palcos da ciência jovem mundial.
O feito reforça o potencial dos estudantes da rede pública do estado. Em 2025, outros três jovens amapaenses também participaram da competição e conquistaram bolsas de estudo no Rochester Institute of Technology (RIT), nos Estados Unidos.
A trajetória de Ana Clara demonstra que investimento em educação, incentivo à pesquisa e valorização dos talentos locais podem transformar sonhos em conquistas globais. Mais do que representar o Amapá, a estudante mostra ao mundo a capacidade da juventude brasileira de produzir ciência, inovação e soluções para os desafios do futuro.















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