O petróleo encontrado na costa do Amapá pode representar o início de um dos maiores ciclos de transformação econômica da história do estado. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, o governador Clécio Luís afirmou, nesta segunda-feira (17), em Oiapoque, que o principal desafio agora é fazer com que a riqueza descoberta no mar se transforme em emprego, renda, oportunidades e melhoria na qualidade de vida dos amapaenses.
A declaração ocorreu após a confirmação, pela Petrobras, da presença de petróleo na Margem Equatorial. Para o governador, a descoberta representa mais do que um resultado para a indústria de óleo e gás: é uma oportunidade para criar um novo ciclo de desenvolvimento no Amapá.

“Essa confirmação vai se transformar em benefícios reais na vida de quem mora aqui no Oiapoque, em Calçoene, no Jari, em todo o Amapá, no Brasil. Esse é o grande desafio: transformar essa riqueza em benefício que o brasileiro sinta na sua mesa, na sua casa e no seu trabalho”, afirmou Clécio.
Preparação antes da descoberta
Segundo o governo estadual, a preparação para uma possível expansão da cadeia de petróleo e gás começou antes mesmo da confirmação da descoberta.
Desde 2024, o Amapá vem ampliando iniciativas de qualificação profissional voltadas a setores que poderão ser diretamente impactados pela exploração da Margem Equatorial. A estratégia envolve áreas como petróleo e gás, logística, construção civil, hotelaria, turismo e segurança do trabalho.
Em 2025, durante o Oiapoque Energy, Clécio já defendia a necessidade de preparar o estado para um eventual avanço da atividade petrolífera. A ideia, segundo o governo, é evitar que o Amapá seja apenas fornecedor de matéria-prima e garantir que trabalhadores e empresas locais possam participar da nova cadeia econômica.
Em agosto deste ano, essa preparação ganhou uma nova dimensão com a oferta inicial de 5 mil vagas do programa Qualifica Amapá: Mais Emprego, incluindo capacitações relacionadas aos setores que podem ser impulsionados pela atividade de óleo e gás.
Petróleo no mar, desenvolvimento em terra
A confirmação da Petrobras coloca o Amapá diante de um novo desafio: transformar o potencial energético localizado em águas profundas em desenvolvimento econômico dentro do estado.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que os estudos realizados anteriormente já indicavam um potencial relevante na região. A estatal deverá dar continuidade às atividades exploratórias para dimensionar a descoberta e avaliar suas características e viabilidade.
A Petrobras também prevê novas perfurações no bloco, o que poderá ampliar o conhecimento sobre o potencial petrolífero da região.
Durante a agenda em Oiapoque, o presidente Lula destacou a dimensão econômica da descoberta e afirmou que o petróleo poderá representar riqueza para o estado e para o país. Ao mesmo tempo, ressaltou a necessidade de preparação diante dos possíveis impactos provocados pela expansão da atividade.
Novo ciclo econômico
Para Clécio Luís, a descoberta é resultado também da articulação entre diferentes instituições e setores. O governador destacou a atuação conjunta do Governo do Amapá, governo federal, Congresso Nacional, Petrobras, municípios e comunidades locais na construção das condições para esse novo momento.

Ao lado de Lula, do senador Davi Alcolumbre, do senador Randolfe Rodrigues e do prefeito de Oiapoque, delegado Inácio, o governador reforçou que o desafio agora é transformar expectativa em resultados concretos.
A grande pergunta para o Amapá deixou de ser apenas quanto petróleo existe na costa. O desafio passou a ser quanto dessa riqueza poderá se transformar em empregos, empresas, infraestrutura, qualificação profissional e renda para quem vive no estado.
O petróleo está no mar. A expectativa do governo é que os benefícios dessa nova riqueza cheguem à terra — e, principalmente, à mesa, à casa e ao trabalho dos amapaenses.














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