A Polícia Federal (PF), em uma ação conjunta com o Ministério Público Eleitoral — por meio da Procuradoria Regional Eleitoral no Amapá (PRE-AP) —, deflagrou nesta semana uma operação voltada a desarticular um esquema de crimes eleitorais no estado. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de afastamento cautelar de servidoras públicas, após autorização da Justiça Eleitoral.
O ponto de destaque da operação ocorreu durante o cumprimento das diligências em um dos imóveis-alvo, onde os investigadores localizaram e apreenderam mais de R$ 1,8 milhão em espécie, além de quantias significativas em euros e dólares.
O que revelam as investigações
De acordo com as autoridades, a investigação apura indícios graves de crimes eleitorais, incluindo:
- Uso eleitoreiro de programa social: Suspeita de desvio de finalidade na utilização de benefícios e programas de assistência para fins político-eleitorais.
- Compra de votos: Práticas ilícitas voltadas a aliciar eleitores.
- Coação eleitoral: Tentativas de influenciar ou coagir cidadãos e servidores no contexto das eleições.
Medidas cautelares e apreensões
Além do sequestro e apreensão da vultosa quantia em dinheiro, a Justiça Eleitoral autorizou medidas rigorosas para a coleta de provas. Os agentes federais apreenderam diversos dispositivos eletrônicos (como celulares e computadores) e obtiveram autorização judicial para acesso a dados armazenados em serviços de computação em nuvem.
O afastamento cautelar das servidoras públicas investigadas foi determinado para evitar interferências nas diligências em curso.
“As medidas cumpridas têm caráter estritamente cautelar e visam reunir elementos probatórios robustos para o completo esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos”, destacaram os órgãos de investigação em nota conjunta.
As investigações prosseguem sob sigilo para identificar todos os beneficiários e possíveis desdobramentos do esquema no estado.













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