Uma força-tarefa integrada entre a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amapá (FICCO/AP) e o Ministério Público do Estado do Amapá (MP/AP) deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a Operação Fallere, que investiga um suposto esquema criminoso voltado à fraude em processos de execução penal para obtenção irregular de benefícios concedidos a presos.
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nos estados do Amapá, Pará e no Distrito Federal.
Segundo as investigações, o grupo criminoso teria utilizado documentos e informações falsas para induzir a Justiça à concessão indevida de benefícios previstos na Lei de Execução Penal.
As apurações começaram após a apreensão de um aparelho celular em uma cela do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). A análise do material apreendido revelou indícios da atuação de uma organização criminosa especializada em manipular processos judiciais relacionados ao cumprimento de pena.
Dos mandados de busca e apreensão, nove foram cumpridos em Macapá, três em Brasília (DF) e um no estado do Pará, além das duas ordens de prisão preventiva expedidas pela Justiça.
De acordo com os órgãos responsáveis pela operação, os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, fraude processual, corrupção, falsidade ideológica, prevaricação e outros delitos que venham a ser identificados durante o andamento das investigações.
A Operação Fallere mobilizou equipes do Ministério Público do Estado do Amapá, da FICCO/AP, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), da Companhia de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar do Amapá, da Corregedoria da Polícia Civil do Amapá, da FICCO do Pará, da Polícia Civil do Pará e do Gabinete Militar do MP/AP.
As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos e dimensionar a extensão do esquema criminoso.















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