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PRF apreende toneladas de pescado com documentos adulterados e prende foragido na BR-210, no Amapá

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou uma série de abordagens na noite desta quarta-feira (2) no Amapá que resultaram na apreensão de cargas de pescado transportadas de forma irregular, na condução de suspeitos por suposta adulteração de documentos fiscais e na prisão de um homem que era considerado foragido da Justiça.

As ocorrências foram registradas durante fiscalizações realizadas em Oiapoque e Macapá.

Carga de Pescada Branca é apreendida em Oiapoque

Na Unidade Operacional da PRF em Oiapoque, os agentes abordaram uma caminhonete Toyota Hilux branca, conduzida por um homem de 29 anos. No veículo era transportada uma carga de Pescada Branca.

Durante a fiscalização, o motorista apresentou uma nota fiscal impressa. A equipe, entretanto, realizou a conferência das informações no sistema tributário e encontrou diversas inconsistências.

Segundo a PRF, o documento apresentado indicava uma data de emissão em setembro de 2026, enquanto o registro original no sistema apontava emissão em novembro de 2025.

Também havia divergência na quantidade de pescado. A nota apresentada informava 800 quilos, enquanto o documento original registrava 950 quilos.

Outra irregularidade estava relacionada ao veículo. A nota entregue aos policiais mencionava a Hilux abordada, mas o documento fiscal original estava vinculado a uma Chevrolet S10.

Diante das inconsistências, o motorista foi detido por suspeita, em tese, de uso de documento falso, previsto no artigo 304 do Código Penal. A ocorrência também envolve suspeita de infração ambiental relacionada ao transporte de pescado sem comprovação válida de origem.

O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Federal em Oiapoque. A carga apreendida ficou sob responsabilidade de representantes do Ibama, para os procedimentos administrativos e a destinação prevista na legislação.

Segunda carga apresenta irregularidade fiscal

Ainda na noite de quarta-feira, outra ocorrência envolvendo transporte irregular de pescado foi registrada na Unidade Operacional da PRF em Oiapoque.

Desta vez, os policiais abordaram uma JAC Hunter cinza, conduzida por um homem de 52 anos. O veículo transportava peixes das espécies Pescada Branca e Dourada.

O motorista apresentou uma nota fiscal impressa durante a fiscalização. Na consulta ao sistema eletrônico da Fazenda, porém, os agentes encontraram uma diferença considerada relevante na data de emissão.

O documento apresentado informava 2 de setembro de 2026, enquanto a nota fiscal original registrada no sistema havia sido emitida em 22 de dezembro de 2025.

A divergência levou à apreensão da carga e à condução do motorista e do passageiro à Delegacia de Polícia Federal de Oiapoque.

A ocorrência também foi enquadrada, em tese, como uso de documento falso, além de possível infração ambiental pelo transporte de produtos provenientes da pesca sem comprovação de origem ou autorização válida.

A carga ficou à disposição do Ibama para as providências administrativas.

Passageiro de moto de aplicativo é preso na BR-210

Em Macapá, outra fiscalização da PRF terminou com a prisão de um homem de 50 anos que possuía um mandado de prisão civil em aberto por dívida de pensão alimentícia.

A abordagem ocorreu por volta das 23h20, no km 2,5 da BR-210. Os agentes pararam uma motocicleta Honda CG 160 preta, que realizava transporte de passageiro por aplicativo.

Durante a consulta aos sistemas policiais, os agentes identificaram o mandado de prisão contra o passageiro.

O homem foi detido e encaminhado ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) do Pacoval, onde foram adotadas as medidas determinadas pela Justiça.

O motociclista, responsável pelo transporte por aplicativo, foi liberado após a fiscalização. Segundo a PRF, não foram encontradas irregularidades relacionadas à documentação dele ou ao veículo.

Fiscalização reforçada

As ocorrências reforçam o trabalho de fiscalização realizado pela PRF nas rodovias federais que cortam o Amapá. Além da fiscalização de trânsito, as equipes atuam no combate ao transporte irregular de produtos, crimes ambientais, falsificação documental e na identificação de pessoas com pendências judiciais.

Nos casos envolvendo as cargas de pescado, os documentos apresentados pelos motoristas foram confrontados com os registros oficiais, permitindo que os agentes identificassem as divergências e impedissem o transporte das cargas nas condições apresentadas.

Os envolvidos nas ocorrências são considerados suspeitos até o esclarecimento dos fatos pelas autoridades competentes e eventual decisão judicial.

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