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Prefeitura de Macapá discute melhorias no aterro sanitário e anuncia grupo de trabalho com catadores

A Prefeitura de Macapá realizou, nesta quarta-feira (2), uma reunião de alinhamento com representantes da associação de catadores de materiais recicláveis para discutir as condições de trabalho no aterro sanitário da capital. O encontro ocorreu na sede do Executivo Municipal e teve como principais pautas a estrutura disponível no local, a oferta de serviços essenciais e os impactos da implantação da coleta seletiva.

O diálogo busca construir medidas que conciliem a gestão adequada dos resíduos sólidos com a inclusão social e produtiva dos catadores, responsáveis pela separação e comercialização de materiais recicláveis que ajudam a gerar renda para dezenas de famílias.

Durante a reunião, o prefeito de Macapá, Pedro DaLua, reafirmou o compromisso da gestão municipal com a melhoria das condições de trabalho no aterro sanitário.

“O poder público não pode ficar alheio às condições enfrentadas pelos catadores. Nosso interesse é construir soluções e esta conversa já representa um primeiro passo”, afirmou o prefeito.

Mudança na relação com os catadores

De acordo com a associação, o encontro representa um momento considerado histórico para a categoria. Os trabalhadores afirmam que nunca haviam recebido esse tipo de amparo por parte do município e que nenhum gestor havia visitado o local para acompanhar de perto a realidade enfrentada pelos catadores.

Atualmente, a associação reúne cerca de 70 trabalhadores, que têm na coleta, separação e comercialização de materiais recicláveis a principal fonte de sustento de suas famílias.

A regularização dos serviços, aliada à limpeza contínua e à organização do espaço, é apontada como fundamental para melhorar as condições de higiene, reduzir riscos de acidentes e proporcionar mais segurança durante a rotina de trabalho.

As medidas também podem contribuir para tornar a triagem dos materiais mais eficiente, fortalecendo uma atividade que, além de gerar renda, desempenha papel importante na redução do volume de resíduos destinados ao aterro.

Serviços de manutenção já começaram

Segundo o secretário municipal de Zeladoria Urbana, Gisvando Carvalho, equipes da Prefeitura já estão realizando serviços de manutenção e roçagem no aterro sanitário.

A secretaria, responsável pelas ações de limpeza urbana e pelo controle do espaço, informou que deverá manter os serviços de limpeza e borrifação, além de acompanhar as necessidades apresentadas pelos catadores.

A proposta é tornar o ambiente mais organizado e reduzir a exposição dos trabalhadores a condições consideradas inadequadas para o exercício da atividade.

Grupo de trabalho vai acompanhar demandas

A reunião contou ainda com representantes da Procuradoria-Geral do Município e da Defensoria Pública.

Como encaminhamento, foi proposta a criação de um grupo de trabalho para organizar as demandas apresentadas pela categoria, estabelecer responsabilidades e acompanhar a implementação das medidas relacionadas à infraestrutura, aos serviços essenciais e à coleta seletiva.

A iniciativa pretende criar um canal permanente de diálogo entre o poder público e os catadores, permitindo que as necessidades identificadas no aterro sejam acompanhadas e encaminhadas de forma integrada.

Com as medidas, a Prefeitura de Macapá afirma buscar melhores condições de trabalho para os catadores e o fortalecimento de uma atividade que contribui para a geração de renda, a inclusão social e a preservação ambiental na capital amapaense.

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